AJOG, 2015.001

É com grande satisfação que compartilho trabalho em que fui co-autora juntamente com o grupo do Dr. Kutluk Oktay MD, PhD com quem trabalhei por mais de 1 ano na NYMC, EUA. 


O trabalho é um artigo original sobre duas pacientes de 23 anos que tiveram menopausa precoce após altas doses de quimioterapia. As pacientes tiveram um de seus ovários congelado antes do tratamento quimioterápico e retransplantado junto ao ovário remanescente 7 e 11 anos após, respectivamente (quando consideradas curadas da doença de base).


O transplante de ovário foi realizado de maneira inovadora: por cirurgia robótica e uso de Alloderm como matriz para o tecido transplantado, o que pode melhorar revascularização, performance e durabilidade do enxerto. Ambas não só voltaram a menstruar como engravidaram após ciclos de fertilização in vitro. Uma delas deu a luz a uma menina saudável em 29.06.15 e a outra está na metade da gestação.

Há no mundo, mais de 60 bebês nascidos após o transplante ovariano e nossos casos são pioneiros nos EUA.

Este trabalho sairá na edição de Janeiro da AJOG, uma das principais revistas de Ginecologia e Obstetrícia do mundo.

Participei na cirurgia do transplante ovariano, acompanhei ciclos de fertilização, coletei dados, imagens e realizei extensa revisão bibliográfica.
Enfim, a recompensa!!!